
quem somos
quem somos
O Grupo de Pesquisa Ambiências Homeodinâmicas Complexas (GAHC) dá continuidade ao Grupo de Pesquisa Processos Complexos: ensino, pesquisa e prática projetual, fundado em 2018 pelo professor Dr. Claudio Lima Ferreira (IA/FECFAU – Unicamp) está sediado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O GAHC integra a Rede Internacional de Cooperação Transdisciplinar em Pesquisa, Inovação e Extensão – DASMind (Design, Art, Space and Mind/Unicamp), fortalecendo articulações acadêmicas e científicas em âmbito nacional e internacional.
O GAHC foi criado para organizar, incentivar e aprofundar pesquisas teóricas e práticas no campo transdisciplinar da Arquitetura e do Design, em diálogo com a Educação, Ciências Cognitivas, Neurociências, Ciências da Saúde e áreas relacionadas. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sociocultural, promover a saúde e o bem-estar humano em suas diversas e complexas interações.
Além da produção científica, o grupo se empenha em disseminar e democratizar o conhecimento acadêmico-científico por meio das atividades realizadas no PROComplexLab – Laboratório de Processos Criativo-Projetuais Complexos. Essas ações incluem a edição de periódicos, a publicação de artigos científicos, a organização de eventos científicos e socioculturais. Além disso, abrangem a realização e a promoção de cursos e atividades formativas em parceria com unidades de ensino da UNICAMP e com instituições públicas e privadas.
O GAHC também visa promover o progresso científico e tecnológico que possa gerar resultados aplicáveis e socialmente significativos, contribuindo para o cenário socioeconômico brasileiro por meio de processos de inovação incremental e disruptiva, em sintonia com as necessidades atuais da sociedade.
Ambiência + Homeodinâmico + Complexo
Para o entendimento do conceito de Ambiências Homeodinâmicas Complexas - AHC, é fundamental distinguir, inicialmente, ambiente de ambiência. O ambiente refere-se ao conjunto de condições físicas, materiais e funcionais do espaço — tais como iluminação, acústica, temperatura, organização espacial, mobiliário e infraestrutura. Já a ambiência, conforme definido por Jean-Paul Thibaud (2018), corresponde à atmosfera vivida, à qualidade sensível e afetiva que emerge da interação entre o espaço, os corpos e as práticas sociais. A ambiência não é um atributo fixo do espaço nem uma percepção puramente individual, mas uma configuração relacional e compartilhada, que qualifica a experiência no tempo e no uso, moldando percepções, emoções, comportamentos e modos de estar e aprender.
O caráter homeodinâmico que contribui na constituição do conceito das AEHC refere-se à noção de equilíbrio dinâmico. As ambiências educacionais não buscam estabilidade rígida ou homogeneização, mas sim a capacidade de autorregulação, adaptação e transformação contínua. Elas respondem às variações fisiológicas, emocionais, cognitivas, simbólicas e experienciais de cada sujeito. Esse equilíbrio é continuamente revisto no encontro entre condições espaciais, práticas pedagógicas e experiências corporais e sensoriais.
Já a dimensão da complexidade, no conceito, reconhece que tais ambiências operam como sistemas não lineares, interdependentes e multidimensionais, nos quais elementos físicos, humanos e simbólicos se influenciam mutuamente. Nesse sentido, as AHC incorporam contribuições da psicologia ambiental, da neurociência, da ergonomia, do desenho universal, da sustentabilidade e de processos e estratégias pedagógicas, compreendendo o ambiente educacional não como mero suporte físico, mas como um agente ativo do processo formativo pessoal e profissional.
Assim, as Ambiências Homeodinâmicas Complexas vão além da compreensão do ambiente como suporte físico ou funcional, ao evidenciar a indissociabilidade entre espaço, corpo e mente, que devem ser concebidos e vivenciados de forma integrada. Nessa perspectiva, o ambiente não atua isoladamente, mas participa da constituição de uma ambiência, entendida como a atmosfera sensível e relacional que emerge das interações entre os sujeitos e o espaço. Ao reconhecer a ambiência como mediadora da experiência do corpo no espaço, esse conceito supera a visão instrumental dos espaços arquitetônicos, compreendendo-os como ecossistemas dinâmicos, capazes de influenciar o bem-estar, o foco, a atenção, o engajamento, a criatividade e o desenvolvimento integral dos sujeitos. Desse modo, as Ambiências Homeodinâmicas Complexas propõem um paradigma integrador, orientado à promoção da saúde, do bem-estar e do desenvolvimento humano em suas dimensões biopsicossociais.
